Exposição dos Projetos Finais de Design de Produto 2018.2 no Hall do DAD

Nos dias 25 a 29 de maio, o Hall do DAD recebeu a Exposição dos Projetos Finais de Design de Produto 2018.2, organizada pela professora Claudia Kayat. Os projetos em exibição foram criados pelos alunos da habilitação Projeto de Produto: Isabela Machado Rodrigues de Lima, Tiago Henrique G. de Lima, Barbara de Souza Lima Orsi, Giulia Viola, Ana Roca Deffense, Gustavo Pedrozo, Tiago Olival Cavaliere Silva, Katarina Barroso, Mariana Corrêa, Thomás Rossi, Victor Vaz, Marcely Souza Ramos, Julia Rodrigues Trindade, Maria Victória Coelho, Angelo Tiburcio, Antônio Gonzaga e Miguel Del Castillo Prates. Conversamos com alguns alunos sobre seus projetos, inspirações e processos de criação.

Barbara Orsi criou o Ygg: Sistema de Plantio Indoor, orientada pelo professor Augusto Seibel. O sistema de plantio indoor feito partindo do preceito de que as pessoas querem ter cada ter vez mais contato com plantas e tê-las em casa. “Com o crescimento populacional das cidades, os apartamentos tendem a ser cada vez menores, as pessoas não tem mais quintal, a maioria delas não tem espaço nas varandas. Então, como é que você traz essas plantas para dentro de casa? Ou você cultiva cactos e suculentas, ou você não cultiva nada. A intenção do meu projeto é fazer com que você possa ter condições de ter plantas, quaisquer que sejam, em casa”, ela comentou.

Tiago Henrique Lima desenvolveu o projeto Puri, orientado pelo professor Augusto Seibel, buscou melhorar os problemas do uso do vaso sanitário, como respingos no chão e no produto, e marcas e sujeiras duradouras. Ele diz: “Sempre em conversas de amigos as pessoas tinham alguma reclamação sobre esse produto, alguma história que era engraçada mas não era agradável. Então eu pensei como o projeto final é uma coisa que tem que fazer muita pesquisa, vai ser algo com bastante insumo para começar a fazer o projeto, bastante problema para resolver. E foi isso mesmo que aconteceu.”

O aluno também refletiu sobre as aulas da PUC que o ajudaram a realizar este projeto: “Uma das matérias que foi bem essencial foi Modelagem Virtual II, que ensinou coisas que eles cobram bastante em Projeto Final. Sempre gostei bastante de Projeto para pensar nos inícios e na conceituação, que é o verdadeiro diferencial de um designer, é conseguir ver exatamente o que o usuário está precisando e a partir disso desenvolver suas ideias (..) É importante saber a metodologia de como se pensar para resolver um problema que seja realmente importante para o usuário, não uma coisa que você ache que é um problema, e como provar isso para mostrar para o mundo ou pra algum cliente”.

Outro projeto que estava na exposição foi o Doqui, feito por Tiago Cavalieri, sob orientação de Celso Santos, que é um brinquedo para crianças a partir dos 6 anos, que mistura equilíbrio com dominó. “ Você vai encaixando uma peça na outra em cima de uma base esférica, e o objetivo é manter o equilíbrio dessa estrutura, ela não pode tombar para o lado”, explicou. Sobre seu processo ele afirmou: “Foi muita experimentação no início, ao longo dos 4 primeiros meses, para testar o equilíbrio das peças e alternativas e caminhos diferentes para o projeto, depois que eu decidi a ideia era mais executar ele, achar os materiais certos e ajustar um pouco as formas e o design do jogo.” De acordo Tiago, o Laboratório de Volumes do DAD foi essencial para a prototipagem, e realização do brinquedo como um todo.

Katharina Azevedo Barroso foi a aluna responsável pelo NUWE, orientado pelo professor Felipe Rangel. Ela começou a ter a ideia para uma linha de bolsas a partir do material que usaria para as costurar, no caso, tecidos descartados dos desfiles das escolas de samba. Não foi somente essa sua ideia, a aluna “também queria dar uma transparência para quem confecciona, então todas [as bolsas] tem uma etiqueta que diz quem confeccionou, da onde veio o material que fez a sua bolsa, qual a escola de samba”. “Eu gostei que eu fui na Paraíso do Tuiuti e eles me deram um saco gigante, e eu consegui usar no modelo final e nos testes o próprio material deles, para provar que é algo possível de se fazer”, complementa.

A professora Claudia Kayat foi orientadora do projeto Wolfpack, criado por Angelo Tiburcio, uma mochila híbrida para fotógrafos e entusiastas de fotografia, que tem a possibilidade de funcionar como mochila e como bolsa para a câmera. “Muitas vezes o que tem no mercado é uma mochila dedicada somente para fotografia e quando você gostaria de usar sua mochila com menor capacidade não tem essa possibilidade, foi nisso que eu baseei meu projeto”, contou o aluno.

“Meu projeto é um serviço de louças para restaurantes contemporâneos, feito com a parceria do chefe Rodrigo Guimarães, do PIPO”, disse Maria Victoria Lange Gomes Coelho, sobre Plates, projeto orientado pelo professor Marco Maia. Segundo ela, a ideia do projeto é dar liberdade criativa ao chefe, “eu percebi que as essas pessoas que normalmente frequentam esse tipo de restaurante procuram muito mais uma experiência, do que simplesmente estar ali pra comer, é toda a ambientação e iluminação em volta, e eu percebi que muitos restaurantes usam as mesmas marcas, só que eles não tem muitas variedades, apesar de ter muitas ceramistas no rio, usam uma gama pequena de produtos”. Ela buscou proporcionar peças únicas e específicas para o cardápio que consigam se comunicar com o usuário e com o chefe, que ajudem na experiência toda.